Marketing para dentistas não é mais opcional. Antes de marcar uma avaliação, o paciente pesquisa no Google, abre o Instagram, lê as avaliações e confere se o consultório parece sério. Quem não aparece nesse caminho perde a consulta para quem aparece, mesmo sendo um ótimo profissional.
Ao mesmo tempo, a odontologia tem regras próprias de publicidade, definidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Este guia completo junta as duas coisas: o que fazer, em que ordem, e como fazer dentro do que o CFO permite em 2026.
O que é marketing para dentistas
Marketing para dentistas é o conjunto de ações que faz o consultório ser encontrado, escolhido e lembrado pelos pacientes certos. Inclui o perfil no Google, o site, as redes sociais, os anúncios, o atendimento no WhatsApp e tudo o que acontece depois da consulta para o paciente voltar e indicar.
O marketing odontológico funciona diferente do marketing de uma loja por três motivos:
- A decisão é de confiança. Ninguém escolhe quem vai mexer na sua boca pelo menor preço do anúncio. O paciente quer sinais de que o profissional é competente e cuidadoso.
- A escolha é local. A grande maioria dos pacientes procura um dentista perto de casa ou do trabalho. Aparecer na sua região vale mais do que alcançar o Brasil inteiro.
- A comunicação é regulamentada. O CFO define o que pode ser divulgado e como. Ignorar isso pode virar processo ético no CRO.
Por isso, o marketing digital para dentistas que dá resultado é menos “viralizar” e mais construir presença, autoridade e um caminho fácil até o agendamento.
As regras do CFO: o que pode e o que não pode
A publicidade odontológica segue principalmente três textos: o Código de Ética Odontológica (Resolução CFO 118/2012, capítulo do anúncio e da publicidade), a Resolução CFO 196/2019, que liberou selfies e imagens de diagnóstico e resultado final, e a Resolução CFO 271/2025, que alterou o Código para cumprir uma decisão do CADE.
O que é permitido
- Divulgar o consultório e o trabalho com nome, número de inscrição no CRO, especialidades registradas, endereço, telefone, horários, convênios e logomarca.
- Produzir conteúdo educativo sobre saúde bucal, tratamentos e cuidados, com finalidade de esclarecer.
- Publicar selfies, sozinho ou com pacientes, desde que o paciente autorize antes por meio de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
- Mostrar imagens do diagnóstico e do resultado final do tratamento, nas condições explicadas no próximo tópico.
- Aceitar cartões de desconto e oferecer descontos: a Resolução 271/2025 tirou essas restrições do Código de Ética por determinação do CADE.
O que continua proibido
- Prometer ou garantir resultado, e usar expressões sensacionalistas ou de autopromoção.
- Divulgar vídeos ou imagens do procedimento em andamento (fora de publicações científicas).
- Imagens que mostrem equipamentos, instrumentais, materiais ou tecidos biológicos nas selfies.
- Publicar casos clínicos de outro profissional.
- Anunciar especialidade ou título que não esteja registrado no CRO.
- Oferecer serviços como brinde, prêmio ou sorteio, e participar de “vale presente” ou ações mercantilistas.
- Captar pacientes por telemarketing ativo, carro de som, caixas de som portáteis ou plaqueteiros.
- Criticar técnicas de outros colegas como ultrapassadas ou inadequadas.
E o preço no anúncio?
Aqui vale cautela. A Resolução 271/2025 liberou o oferecimento de descontos, mas o inciso I do artigo 44 do Código de Ética, que trata como infração a publicidade “com preços, serviços gratuitos, modalidades de pagamento” que impliquem comercialização da odontologia, não foi alterado. Na prática, o caminho mais seguro é tratar valores e condições no atendimento individual (WhatsApp, avaliação, orçamento) e não estampar preço em post ou anúncio.
O que todo post e anúncio precisa ter
- Nome do profissional e número de inscrição no CRO. Em clínicas, também o nome e o CRO do responsável técnico.
- Em publicações com imagem ou vídeo de paciente, o nome e o CRO de quem executou o tratamento.
- Especialidade só se estiver registrada no CRO. Quem não tem, pode usar “clínico geral”.
Uma dica simples: deixe nome e CRO fixos na bio do Instagram, no rodapé do site e no perfil do Google, e inclua também na legenda ou na arte de cada post com imagem de paciente.
Antes e depois na odontologia
Dentista pode postar antes e depois? Pode, com condições. A Resolução 196/2019 autorizou a divulgação de imagens do diagnóstico e da conclusão do tratamento quando:
- quem publica é o cirurgião-dentista responsável pela execução do tratamento;
- o paciente (ou o responsável legal) autorizou antes, por escrito, com TCLE;
- a publicação traz o nome e o CRO do profissional;
- o texto não tem sensacionalismo, autopromoção, mercantilização nem promessa de resultado.
Continua proibido mostrar o “durante”: vídeo ou foto do procedimento sendo feito. Também não dá para usar caso de outro dentista nem banco de imagens fingindo ser resultado próprio.
Na prática, um bom post de resultado explica o caso de forma educativa (qual era a queixa, qual tratamento foi indicado e por quê) e deixa claro que cada caso é avaliado individualmente. “Transformação incrível em 1 sessão” é exatamente o tipo de legenda que dá problema.
Comece pelo posicionamento
Antes de postar ou anunciar, responda três perguntas:
- Qual tratamento você quer que traga mais pacientes? Implante, ortodontia, alinhadores, lentes, odontopediatria e clínica geral atraem públicos e buscas completamente diferentes.
- Quem é o paciente ideal? Idade, momento de vida, o que ele valoriza (rapidez, conforto, estética, preço acessível, atendimento infantil).
- Qual é a sua região de atendimento? Bairros e cidades de onde os pacientes realmente vêm.
Com isso definido, todo o resto fica mais fácil: o conteúdo fala com a pessoa certa, o anúncio aparece para quem está perto e o site destaca o tratamento que mais importa para o consultório. Se você quiser estruturar isso no papel, nosso guia de planejamento de marketing digital mostra o passo a passo.
Google: onde o paciente procura dentista
Quem digita “dentista perto de mim”, “implante dentário em Curitiba” ou “ortodontista no bairro” já decidiu tratar. É o paciente mais quente que existe, e ele chega pelo Google.
Perfil da Empresa no Google
É o cartão que aparece no mapa e na lateral da busca. Preencha tudo: categoria principal correta (por exemplo, “Dentista” ou “Clínica odontológica”), serviços, horários, fotos reais da fachada, recepção e equipe, e link para o WhatsApp ou site. O passo a passo completo está no guia de como aparecer no Google Maps.
Avaliações
Avaliações são o fator que mais pesa na escolha entre dois consultórios próximos. Peça a avaliação logo depois de uma boa experiência, mande o link direto pelo WhatsApp e responda todas, inclusive as negativas, com educação e sem expor dados do paciente.
SEO local
Para aparecer também nos resultados orgânicos, o site precisa ter uma página para cada tratamento importante, com o nome da cidade e dos bairros atendidos, textos que respondem às dúvidas reais dos pacientes e carregamento rápido no celular. É o trabalho de SEO, que demora alguns meses para amadurecer, mas traz pacientes sem custo por clique.
O site do consultório
“Preciso de site se já tenho Instagram?” Precisa. O Instagram é ótimo para criar confiança, mas o site é o canal que você controla, que aparece no Google e que converte o anúncio em agendamento. Ele também é onde o paciente confere se o profissional é sério antes de marcar.
Um bom site odontológico tem:
- Página inicial clara: quem você é, onde fica, quais tratamentos faz e um botão de WhatsApp visível.
- Uma página para cada tratamento principal, explicando indicação, etapas e dúvidas comuns.
- Equipe com nome, CRO e especialidades registradas.
- Fotos reais do consultório (nada de banco de imagens genérico).
- Endereço com mapa, horários e convênios.
- Velocidade no celular, porque é por ele que a maioria dos pacientes acessa.
Um site institucional bem estruturado resolve isso. Se a dúvida é investimento, veja quanto custa um site profissional.
Instagram e conteúdo
O Instagram não é onde o paciente procura dentista; é onde ele decide se confia em você. Quem vê um anúncio ou recebe uma indicação quase sempre abre o perfil antes de chamar no WhatsApp.
O que postar
- Dúvidas frequentes: “implante dói?”, “quanto tempo dura um alinhador?”, “criança precisa ir ao dentista com que idade?”.
- Mitos e verdades sobre clareamento, aparelho, siso, bruxismo.
- Bastidores: equipe, estrutura, protocolos de esterilização, chegada de um novo profissional (sem mostrar equipamento em selfie com paciente).
- Quem é você: formação, por que escolheu a área, como é a primeira consulta.
- Resultados dentro da regra, com TCLE, nome e CRO, e texto educativo.
Como manter constância
Um calendário mensal com 3 a 4 publicações por semana e stories diários funciona melhor do que postar muito por uma semana e sumir por um mês. Vídeos curtos explicando um tratamento em linguagem simples costumam ter o melhor alcance. Para aprofundar, veja os guias de social media para dentista e de propaganda para dentista no Instagram.
Tráfego pago para dentistas
Anúncios são a forma mais rápida de colocar o consultório na frente de quem está procurando tratamento. Os dois canais principais fazem papéis diferentes:
- Google Ads captura quem já está buscando: “implante dentário preço”, “dentista de urgência”, “ortodontista perto de mim”. É o canal de maior intenção.
- Meta Ads (Instagram e Facebook) alcança pessoas da sua região que ainda não estão procurando, mas têm o perfil do seu paciente. É ótimo para tratamentos estéticos e para fazer a marca ser lembrada.
Três cuidados fazem diferença: segmentar por um raio realista em volta do consultório, levar o clique para uma página ou conversa específica do tratamento anunciado (não para a home genérica), e escrever o anúncio dentro das regras do CFO, sem preço, sem promessa e com nome e CRO. Uma landing page por tratamento costuma melhorar muito a conversão.
Mais detalhes no post sobre tráfego pago para dentistas e no guia de quanto investir em tráfego pago.
Captação de pacientes: do clique à cadeira
Muito consultório investe em anúncio e perde o paciente no atendimento. A captação de pacientes na odontologia só termina quando a pessoa senta na cadeira. Revise cada etapa:
- Tempo de resposta no WhatsApp. Quem pede informação e espera horas já está conversando com outro consultório. Responder em minutos, no horário comercial, muda a taxa de agendamento.
- Roteiro de atendimento. A recepção precisa saber acolher, entender a queixa, explicar como funciona a avaliação e oferecer horários concretos.
- Confirmação e lembrete. Confirmar no dia anterior reduz faltas.
- Origem do paciente. Pergunte e anote como a pessoa conheceu o consultório. Sem isso, não dá para saber qual canal funciona.
- Plano de tratamento bem explicado. Muitos pacientes desistem na hora do orçamento porque não entenderam o valor do tratamento, não por causa do preço.
Retorno, fidelização e indicação
Trazer um paciente novo custa muito mais do que manter quem já confia em você. Algumas ações simples:
- Agenda de retorno: lembrete de limpeza e manutenção a cada 6 meses (ou o intervalo que você indicar), por WhatsApp.
- Acompanhamento pós-procedimento: uma mensagem no dia seguinte perguntando como o paciente está mostra cuidado e reduz insegurança.
- Experiência no consultório: pontualidade, explicação clara e conforto viram avaliação no Google e indicação espontânea.
Atenção: oferecer serviço odontológico como brinde, prêmio ou sorteio continua proibido. A indicação deve nascer da boa experiência, não de recompensa em tratamento.
Métricas que importam
Curtida não paga a conta do consultório. Acompanhe mensalmente:
- Novas conversas no WhatsApp e quantas viraram avaliação agendada.
- Comparecimento nas avaliações (e faltas).
- Quantos planos de tratamento foram aprovados.
- Custo por paciente que agendou, por canal (Google, Meta, orgânico, indicação).
- Ligações, rotas e cliques no site vindos do Perfil da Empresa no Google.
- Número e nota das avaliações no Google.
Erros mais comuns
- Postar preço ou “promoção imperdível” em post e anúncio.
- Usar foto de banco de imagens ou caso de outro profissional como se fosse resultado próprio.
- Esquecer nome e CRO nas publicações.
- Se apresentar como especialista sem registro da especialidade no CRO.
- Ter só Instagram, sem site e sem Perfil da Empresa no Google bem preenchido.
- Anunciar para a cidade inteira quando os pacientes vêm de um raio de poucos quilômetros.
- Demorar para responder no WhatsApp e perder quem já estava pronto para agendar.
- Não medir de onde vêm os pacientes.
Plano de 90 dias
Mês 1: base
- Definir tratamentos prioritários, público e região.
- Completar o Perfil da Empresa no Google e começar a pedir avaliações.
- Ajustar a bio do Instagram (nome, CRO, especialidade, região, link de WhatsApp).
- Criar ou revisar o site, com páginas dos tratamentos principais.
Mês 2: presença
- Calendário de conteúdo com dúvidas frequentes, bastidores e apresentação da equipe.
- Primeiras campanhas no Google para o tratamento prioritário, com orçamento controlado.
- Roteiro de atendimento no WhatsApp e controle da origem de cada paciente.
Mês 3: ajuste
- Analisar custo por paciente agendado em cada canal e redistribuir a verba.
- Testar Meta Ads para tratamentos estéticos na região.
- Ativar lembretes de retorno para a base de pacientes.
Se você é médico e chegou até aqui, as regras do seu conselho são diferentes: veja o guia de publicidade médica.
Este conteúdo é um resumo prático para orientar a comunicação e não substitui a leitura das resoluções nem a consulta ao CRO do seu estado em casos específicos.
A Realiza faz marketing odontológico para consultórios e clínicas de Curitiba e região: site, Google, Instagram e tráfego pago, tudo dentro das regras do CFO. Entre em contato com a Realiza MKT e veja como trazer mais pacientes para o seu consultório.
Perguntas frequentes
Dentista pode fazer marketing e anunciar?
Pode. O CFO permite divulgar o consultório, as especialidades registradas e conteúdo educativo, desde que com nome e CRO, sem promessa de resultado, sem sensacionalismo e sem mercantilizar a odontologia.
Qual resolução do CFO trata da publicidade nas redes sociais?
A Resolução CFO 196/2019, que autorizou selfies e imagens de diagnóstico e resultado final com TCLE, junto com o capítulo de publicidade do Código de Ética Odontológica (Resolução CFO 118/2012), alterado pela Resolução CFO 271/2025.
Dentista pode postar antes e depois?
Pode publicar imagens do diagnóstico e do resultado final, desde que seja o dentista que executou o tratamento, com autorização prévia do paciente por TCLE, com nome e CRO e sem sensacionalismo. Imagens do procedimento em andamento continuam proibidas.
Dentista pode divulgar preço no Instagram?
O Código de Ética ainda trata como infração a publicidade com preços e modalidades de pagamento. A Resolução 271/2025 liberou descontos e cartões de desconto, mas não alterou esse ponto. O mais seguro é passar valores no atendimento individual.
Dentista pode fazer sorteio no Instagram?
Não. Oferecer serviços odontológicos como brinde, prêmio ou sorteio continua proibido pelo Código de Ética Odontológica.
Qual é o melhor canal para atrair pacientes?
O Google traz quem já está procurando tratamento e costuma ter a maior intenção de agendamento. O Instagram constrói confiança e mantém o consultório lembrado. Para a maioria dos consultórios, os dois juntos, com um bom site, dão o melhor resultado.
Quanto tempo leva para o marketing odontológico dar resultado?
Anúncios podem gerar os primeiros agendamentos em poucos dias. SEO, avaliações e conteúdo constroem resultado ao longo de alguns meses e reduzem a dependência de mídia paga.
A Realiza faz marketing para dentistas?
Sim. Cuidamos de site, Google, Instagram e tráfego pago para consultórios e clínicas odontológicas de Curitiba e região, com comunicação dentro das regras do CFO.





